EVENTO


Evento: Escola do Sesi/AL adota método iraniano para ensino da Matemática

Instituição: Serviço Social da Indústria - SESI

Data: 01/11/2017

Muncipío: Maceió

Local: Escola Sesi Industrial Abelardo Lopes - Cambona

Contato: (82) 3221-4262

Site: http://intranet.fiea.org.br

Resumo: A Escola Sesi Industrial Abelardo Lopes, situada no bairro da Cambona, em Maceió, é a primeira do país a aplicar a metodologia Aritland, criada pelo professor-doutor Madjid Mirzavaziri, da Ferdowsi University Of Mashhad, do Irã, para facilitar o aprendizado da Matemática. O docente persa visitou a unidade de ensino na última quarta-feira, 1º, onde praticou uma atividade lúdica com os alunos do 1º ano. Divididos em equipes, os adolescentes resolviam problemas matemáticos e podiam “vender” ou “comprar” as respostas entre os grupos, por meio de uma moeda fictícia. Vence quem acumula mais “dinheiro”. “A finalidade é desenvolver as habilidades de raciocínio do aluno, de negociação e do trabalho em equipe, que é uma grande dificuldade no mundo dos negócios”, destacou o professor de Matemática Urandy Carlos. A competição já foi promovida, com sucesso, em unidades de ensino de países com Inglaterra, Estados Unidos e Canadá. O objetivo é fazer com que os estudantes saiam do livro didático e trabalhem a Matemática de forma prática. “O Irã é uma grande potência da Matemática e eles estavam procurando uma escola para aplicar essa metodologia, o que tem tudo a ver com a nossa unidade. Lá no Irã, eles trabalham questões matemáticas através da negociação e não poderíamos perder a oportunidade de que eles viessem fazer esse trabalho aqui”, disse o diretor da Escola Sesi, Jeam Clemente. De acordo com o professor Madjid Mirzavaziri, a metodologia estimula nos alunos o gosto pela Matemática. Durante a atividade, eles são levados a resolver problemas com níveis de complexidade fácil, intermediário e difícil, podendo negociar as soluções. “Especialmente no Irã, os alunos ficaram mais interessados para estudar Matemática. Nos outros países, também tem resultado positivo”, afirmou. “Nesse modelo, o próprio aluno vai ser um professor, porque, por exemplo, numa equipe com três alunos, um aluno pode ensinar aos outros a Matemática, tendo mais motivação para aprender. Particularmente, o estudante não vai ficar com muito medo de Matemática, ao contrário, ele vai gostar mais da disciplina”, explica o professor Ali Golmakani, formado em Matemática pela Ferdowsi University of Mashhad, no Irã. Com pós-doutorado em Sistemas Dinâmicos e Teoria do Caos, ele é professor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), e acompanhou a atividade na Escola Sesi.

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